sábado, 2 de dezembro de 2017

Justiça nega transferência de motorista para clínica de tratamento

Defesa de João Victor alegou que ele é dependente químico e não pode ficar no Cotel

O empresário Bruno Leal, pai de João Victor, prestou depoimento nesta sexta-feira (01) / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
O empresário Bruno Leal, pai de João Victor, prestou depoimento nesta sexta-feira (01)
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Da editoria de Cidades

O jovem João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, 25 anos, que provocou uma colisão de trânsito que matou três pessoas e feriu gravemente outras duas, vai continuar preso no Cotel. A Justiça negou, na tarde desta sexta-feira (1º), o pedido feito pela defesa do motorista para que ele fosse transferido do presídio para uma clínica de tratamento. A família de João Victor afirma que o rapaz é dependente químico e precisa de assistência especializada. O juiz auxiliar da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Ernesto Bezerra Cavalcanti, negou a solicitação, alegando que a defesa não anexou pareceres e atestados médicos que comprovassem a situação clínica do acusado.
O advogado de João Victor, Manoel Marcos Soares de Almeida, afirmou que vai reunir a documentação solicitada pelo magistrado e entrar com um novo pedido de transferência na próxima semana. “A decisão não levou em consideração o mérito do pedido, o que nos deixa confiante de que, uma vez apresentado todo o histórico de João Victor, o juiz será favorável à transferência”, afirmou o advogado. Na decisão, o juiz diz também que é preciso aguardar a conclusão do inquérito policial para decidir sobre o pedido da defesa.

Depoimentos

O delegado da Delegacia de Delitos de Trânsito responsável pelas investigações, Paulo Jean, confirmou que o inquérito será encerrado na próxima quarta-feira (6). Nesta sexta-feira (1º), pela manhã, ele ouviu os três últimos depoimentos do caso.
O primeiro a ser ouvido foi o médico que atendeu João Victor na UPA da Caxangá, para onde o rapaz foi levado logo após o acidente. Ele foi chamado para detalhar o estado de alcoolemia em que o jovem chegou na unidade.
Em seguida, o pai de João Victor, o empresário Bruno Leal, passou cerca de uma hora prestando esclarecimentos. Ainda muito abalado, ele preferiu não falar com a imprensa. Também foi ouvido o garçom do Auto Bar, onde o jovem e mais dois amigos beberam, pouco antes da colisão.

Relembre o caso

O acidente ocorreu depois que o estudante de engenharia João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, que havia ingerido bebida alcoólica, não respeitou o sinal vermelho e colidiu com o carro em que a família de Miguel estava. O acidente aconteceu no cruzamento da Avenida Rosa e Silva com a Rua Cônego Barata, no bairro da Tamarineira, Zona Norte. 
Miguel Filho Motta, de 46 anos, e a filha do casal, Marcela Guimarães Motta Silveira, de 5 anos, continuam internados no Hospital Santa Joana. 


    Estado de saúde

    Segundo o boletim médico enviado pelo hospital nesta sexta-feira (1º), Miguel está consciente e a pequena Marcela continua em estado grave, respirando com a ajuda de aparelhos. O estado de saúde dos dois apresentou um pouco de melhora.

    A tragédia

    Nenhum comentário:

    Postar um comentário