Polícia Militar garante que não errou na operação de segurança na Ilha
O comandante do batalhão de choque, o tenente-coronel Cesar Moraes, garantiu que procedimento foi realizado conforme a regra: "ação profissional e técnica". Ele alega que alguns torcedores queriam invadir o estádio
Torcedores são atendidos no gramado da Ilha do Retiro
Diego Nigro/JC Imagem
JC Online
A Polícia Militar garantiu que não cometeu nenhum erro durante a operação de segurança na Ilha do Retiro, na noite da quarta-feira, durante empate por 1x1 entre Sport e Santa Cruz. A PM esclareceu que identificou um torcedor com um objeto proibido no estádio na comemoração do gol tricolor. De imediato, policiais foram acionados para interromper a ação e retirar o torcedor do local. A confusão que marcou o duelo também foi controlada de acordo com o procedimento padrão. "O batalhão de choque agiu conforme a regra. A ação foi profissional e técnica".
De acordo com informações divulgadas em entrevista coletiva, cerca de 170 policias estavam de plantão na Ilha do Retiro para garantir a segurança de 13 mil torcedores. "A polícia identificou um homem com sinalizador aceso e acionou de oito a dez policiais para fazer a intervenção. Imobilizaram e prenderem o torcedor. O artefato não foi localizado", disse tenente-coronel Cesar Moraes, comandante do batalhão de choque. Ele continuou. "Em uma situação dessas, é muito difícil fazer a revista de todos. Tinha gente entrando no estádio quando o Sport fez o primeiro gol (aos 26 minutos do primeiro tempo)", justificou.
PRÓXIMO JOGO
A polícia continuou alegando que a confusão foi iniciada por outras pessoas que seriam de uma torcida organizada do Santa Cruz. Eles teriam começado uma confusão e causado a bagunça. A PM garantiu que se reunirá com representantes dos clubes e da Federação Pernambucana de Futebol para resolver como vão proceder no próximo jogo entre Sport e Santa Cruz, que está marcado para a próxima quarta-feira, também na Ilha do Retiro.
"Não descartamos ter torcida única. É algo a ser discutido, mas não compete a polícia decidir. Mas a estaria sim disposta a reforçar o efetivo neste caso", concluiu.
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