sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Carro pega fogo após fugir de blitz no Cabo

O caso aconteceu na via pedagiada que dá acesso à Reserva do Paiva

Os tiros foram ouvidos pelos agentes de monitoramento de câmeras da concessionária, que prestaram apoio aos militares / Foto: Google Street View
Os tiros foram ouvidos pelos agentes de monitoramento de câmeras da concessionária, que prestaram apoio aos militares
Foto: Google Street View
JC Online

Um carro pegou fogo por volta das 15h desta quinta-feira após fugir de uma blitz na via pedagiada que dá acesso à Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife (RMR). 


De acordo com a Concessionária Rota dos Coqueiros, responsável pelo pedágio, a suspeita é de que o casal que estava no veículo tenha fugido de uma blitz, o que gerou a perseguição policial. A polícia efetuou tiros contra o veículo e conseguiu prender os suspeitos e reter o veículo, que acabou pegando fogo. A Polícia Militar pediu apoio à concessionária, que disponibilizou um caminhão-pipa para evitar a explosão do carro e que a chama se espalhasse pela vegetação.

Apoio

Os tiros foram ouvidos pelos agentes de monitoramento de câmeras da concessionária, que prestaram apoio aos militares. De acordo com a concessionária, a política dos agentes é prestar socorro a qualquer ocorrência no entorno, por medidas de segurança. Às 18h, o carro ainda aguardava o reboque

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Ciro diz preferir 2º turno com Haddad: 'Proteger Brasil do poço sem fundo'

Ciro considerou Haddad ''um democrata'' e disse que, mesmo sendo ''mais fácil'' derrotar Bolsonaro, prefere ''proteger o Brasil''
''Eu e o Haddad somos dois democratas, somos respeitados
''Eu e o Haddad somos dois democratas, somos respeitados"
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Elton Ponce

O candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, disse nesta quinta-feira (27), em entrevista à Rádio Jornal, preferir uma eventual disputa de segundo turno com Fernando Haddad (PT), a quem considerou um 'democrata' como ele. Para Ciro, o embate protegeria o Brasil do ''poço sem fundo'' que, nas palavras do pedetista, é representado por Jair Bolsonaro (PSL), líder nas intenções de voto.
''É claro que eu deveria dizer que venha quem vier, mas precisamos proteger Brasil do poço sem fundo do Bolsonaro. Eu e o Haddad seria uma disputa entre dois democratas, duas pessoas respeitadas, que respeitam a democracia, as diferenças, portanto independentemente de ser mais fácil pra mim derrotar o Bolsonaro,  eu preferia, para proteger o Brasil, que fosse eu com Haddad,", disse Ciro.
De acordo com pesquisa CNI/ Ibope da última quarta-feira(26), há um empate no limite da margem de erro entre Haddad, com 42%, e Bolsonaro, 38%. Quando a disputa é com Marina Silva, Bolsonaro tem 40% e a candidata da Rede, 38%. O deputado, que lidera as intenções de voto no primeiro turno, fica atrás quando a disputa é com Alckmin (40% a 36%) e Ciro Gomes (44% a 35%). Ou seja, Ciro é o que vence Bolsonaro com maior margem de pontos.


Ouça a íntegra da entrevista 

PT e PSDB ''pais'' de Bolsonaro

"A confrontação do PSDB com o PT foi o que 'produziu' o Bolsonaro", disse Ciro Gomes. O ex-governador do Ceará comentou que reconhece o que Lula fez pelo país, mas apontou o PT como um dos culpados por "criar um clima de ódio muito perigoso para o Brasil", e atribuiu a responsabilidade também ao concorrente Geraldo Alckmin (PSDB), a quem se referiu como "o bagaço que gerou Bolsonaro".

Cancelamento de títulos

Ciro também aproveitou para criticar o cancelamento do título de mais de 3,4 milhões de eleitores que não realizaram o cadastramento biométrico obrigatório. Para ele, a decisão foi "mais uma aberração do judiciário" e "mexe com o direito sagrado do povo votar".

'Violência contra os pobres', diz Ciro sobre cancelamento de títulos

Em entrevista à Rádio Jornal, o candidato do PDT disse que a decisão "mexe com o direito sagrado de votar"
Para o pedetista, o cancelamento dos títulos prejudicou, sobretudo, o Nordeste / Foto: Agência Brasil
Para o pedetista, o cancelamento dos títulos prejudicou, sobretudo, o Nordeste
Foto: Agência Brasil
JC Online

Em entrevista à Rádio Jornal, na manhã desta quinta-feira (27), o candidato Ciro Gomes (PDT) criticou o cancelamento do título de mais de 3,4 milhões de eleitores que não realizaram o cadastramento biométrico obrigatório. Para ele, a decisão foi "mais uma aberração do judiciário" e "mexe com o direito sagrado do povo votar".
"É mais um golpe contra os pobres no Brasil. Esses aí [que tiveram o título cancelado], em sua esmagadora maioria, são pobres. Pessoas que dependem da política na questão social, de políticos que tem comprometimento com a educação do povo. Isso tudo foi mais uma violência contra os brasileiros", disse Ciro.
O pedetista destacou que o fato prejudicou, sobretudo, o eleitorado nordestino. Dos 3,4 milhões de cancelamentos, 1,5 milhões foram de pessoas que vivem no Nordeste. Segundo o TSE, esses títulos são referentes a 1,248 municípios em 22 Estados.
Ouça a entrevista à Radio Jornal na íntegra:


Chico Pinheiro lembra aniversário de Igarassu no Bom dia Brasil

''Parabéns à cidade que tem primeira igreja do brasil!'', exaltou o apresentador

Chico também lembrou os santos padroeiros da cidade, Cosme e Damião / Foto: João Cotta/TV Globo
Chico também lembrou os santos padroeiros da cidade, Cosme e Damião
Foto: João Cotta/TV Globo
JC Online

O aniversário de Igarassu, no Grande Recife, que completa 483 anos nesta quinta-feira (27), foi lembrado pelo apresentador do Bom dia Brasil, Chico Pinheiro.
No fim do programa, Chico tradicionalmente saúda as cidades que fazem aniversário. Não foi diferente com Igarassu. "Parabéns à cidade que tem primeira igreja do brasil!", exaltou o apresentador.
Chico também lembrou os santos padroeiros da cidade, Cosme e Damião.


Festividades

Igarassu, no Grande Recife, celebra nesta quinta-feira (27/09) o dia dos santos Cosme e Damião, padroeiros da cidade, com fogos, missas, procissão e distribuição de doces para crianças. Na mesma data o município, fundado em 27 de setembro de 1535, completa 483 anos. A programação religiosa e profana teve início dia 18 último, no Sítio Histórico, e termina na quinta.

“Essa é uma das festas mais antigas do Brasil e cresceu muito nos dois últimos séculos”, declara padre Josivan Bezerra, pároco de São Cosme e São Damião de Igarassu. No século 19, diz ele, moradores de Olinda, Goiana e Tracunhaém já frequentavam as cerimônias realizadas na cidade em homenagem aos santos gêmeos que, segundo a tradição, exerciam a medicina sem fazer cobrança.
À tarde serão celebradas mais duas missas antes da procissão, às 14h e às 16h. Conceição Santana, secretária da paróquia, avisa aos fiéis que não é permitido acender velas nem fazer a distribuição de doces e brindes às crianças no interior do templo. As guloseimas doadas à igreja serão entregues ao Orfanato Santo Antônio, em atividade há 80 anos, e as freiras repassarão às famílias assistidas, informa padre Josivan.

Segunda fase de operação contra homicídio e tráfico é deflagrada no Agreste

Estão sendo cumpridos 26 mandados de prisão contra integrantes da quadrilha

Uma mulher, que foi presa, foi encaminhada para a sede da DINTER1 / Foto: Divulgação/PCPE
Uma mulher, que foi presa, foi encaminhada para a sede da DINTER1
Foto: Divulgação/PCPE
JC Online

A Polícia Civil desencadeou na manhã desta quinta-feira (27) a segunda fase da Operação Tocandira, deflagrada em dezembro de 2017, no município de Cupira, no Agreste de Pernambuco. O objetivo da ação é desarticular um grupo criminoso especializado em homicídios e tráfico de drogas. Até o momento, uma mulher foi detida e encaminhada para a Diretoria Integrada do Interior I (DINTER1). 
A primeira Operação 'Tocandira' cumpriu 16 mandados de prisão e 8 de busca e apreensão após cinco meses de investigação nos municípios de Caruaru, Panelas, Lagoa dos Gatos, Agrestina e Cupira, todos no Agreste do estado.  

Já na segunda fase, denominada “Tocandira 2”, as investigações foram iniciadas no mês de fevereiro e estão sendo cumpridas, ao total, 26 ordens judiciais, sendo todas, voltadas para a prisão dos acusados de integrar a quadrilha.  

Outros crimes

Além dos homicídios e tráfico de drogas, a quadrilha também é especializada em roubos, porte e comércio ilegal de arma de fogo, corrupção de menores, coação de testemunhas, comunicação falsa de crime, receptação e contrabando de objetos roubados.  
A ação está sendo coordenada pela DINTER1 e pela Delegada Sérvulla Walleska.  

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

MPF apresenta nova denúncia contra envolvidos na Operação Torrentes

Empresários e policiais militares foram denunciados no esquema de fraudes com recursos para vítimas das enchentes

A Operação Torrentes investiga supostas fraudes em contratos de assistência às vítimas das enchentes na Mata Sul pernambucana em 2010 e 2017, com envolvimento da Secretaria da Casa Militar / Foto: Luiz Pessoa / JC Imagem
A Operação Torrentes investiga supostas fraudes em contratos de assistência às vítimas das enchentes na Mata Sul pernambucana em 2010 e 2017, com envolvimento da Secretaria da Casa Militar
Foto: Luiz Pessoa / JC Imagem
Da Editoria de Política

O Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF-PE) denunciou à Justiça Federal oito pessoas que estariam envolvidos em fraudes com recursos federais, oriundos do Ministério da Integração Nacional, que deveriam ter sido destinados à compra de cobertores para vítimas das enchentes ocorridas em Pernambuco, em 2010. Esta é a nona denúncia no âmbito da operação.
O MPF denunciou os policiais militares Mário Cavalcanti de Albuquerque, Waldemir José Vasconcelos de Araújo e Laurinaldo Félix Nascimento, que ocupavam, na Casa Militar do Governo de Pernambuco (Camil), respectivamente, os postos de secretário, secretário-executivo e presidente da Comissão Permanente de Licitação.
Também são acusados na denúncia os policiais militares Paulo Estevam Vilela, Rolney Feitosa de Souza e Marcos Guedes Calé, integrantes da Comissão de Recebimento de Materiais da Camil à época, além do casal de empresários Rogério Fabrizio Roque Neiva e Joseleide Gomes Neiva, sócios-administradores da empresa RJ Comércio de Eletrodomésticos, que teriam sido beneficiados no esquema criminoso.
Os denunciados são acusados da prática dos crimes de fraude em licitações, uso de documentos falsos e desvio de recursos públicos. Segundo o MPF, as fraudes ocorreram entre junho e setembro de 2010. Envolveram duas licitações e os respectivos contratos, destinados à compra de 84.720 cobertores para as vítimas das enchentes.

Esquema fraudulento

A denúncia aponta que os militares, em articulação com os empresários, praticaram diversas irregularidades para contratar a RJ Comércio de Eletrodomésticos e desviar a verba pública para essa empresa, dissimulando o cumprimento de requisitos legais e a entrega dos cobertores. O prejuízo aos cofres públicos foi superior a R$ 3 milhões, em valores atualizados.

No procedimento de licitação, foi simulada a expedição de convite a quatro empresas, todas pertencentes a familiares de Joseleide Neiva. Elas apresentaram propostas fictícias para direcionar a contratação da RJ Comércio de Eletrodomésticos, que ganhou artificialmente o processo licitatório para fornecer os cobertores, mesmo oferecendo o produto com valor superfaturado, ao preço de R$ 16,00 por unidade.

Esse valor foi o mais alto dentre vários outros em contratos de fornecimento de cobertores firmados pela RJ Comércio em 2010 e em anos posteriores. Em 2011, por exemplo, a empresa vendeu ao Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco 3.500 cobertores por R$ 8,05, praticamente a metade do preço. Considerando esse valor, o contrato com a Camil deveria ter sido de R$ 682 mil, em vez do R$ 1,3 milhão pago à RJ Comércio, gerando uma economia de mais de R$ 673 mil à época.

As apurações do MPF concluíram ainda que não há nenhum documento comprovando a entrega de ao menos um cobertor. Os denunciados forjaram o recebimento da mercadoria, com a emissão de notas fiscais frias pelos empresários e de termos de recebimento falsos pela Camil. Na denúncia, o MPF pede à Justiça Federal a condenação dos envolvidos também à reparação do dano, no valor atualizado de R$ 3,081 milhões.
Esta é nona denúncia decorrente da Operação Torrentes, deflagrada em novembro passado no âmbito das investigações de grupo criminoso que, nos últimos anos, praticou fraudes na execução de ações de auxílio à população afetada pelas chuvas, que deixaram mais de 80 mil pessoas desabrigadas em Pernambuco. A atuação conjunta de MPF, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Receita Federal já levou à identificação de várias irregularidades em outras licitações e contratos.

CNI/Ibope: Bolsonaro tem 27%; Haddad, 21%; Ciro, 12% e Alckmin, 8%

Marina tem 6%; Amoedo 3%; Álvaro Dias e Meielles, 2%; Boulos, 1%; Daciolo, Vera Lúcia, Goulart Filho e Eymael não pontuaram

A maior rejeição é de Jair Bolsonaro - 44% dos ouvidos afirmam que não votariam no candidato
A maior rejeição é de Jair Bolsonaro - 44% dos ouvidos afirmam que não votariam no candidato "de jeito nenhum"
Fotos: AFP
Estadão Conteúdo

A pesquisa realizada pelo Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quarta-feira (26) mostra que Jair Bolsonaro (PSL) estagnou no patamar de 27% das intenções de voto. Ainda assim, ele continua na liderança pela corrida presidencial.
O candidato do PT, Fernando Haddad oscilou um ponto e chegou a 21%. Ciro Gomes (PDT) continua em terceiro lugar, com 12%, e é seguido por Geraldo Alckmin (PSDB), que obteve 8%, e Marina Silva (Rede), teve 6%.
João Amoêdo, do Partido Novo, aparece com 3%, seguido por Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB), ambos com 2%. Guilherme Boulos (PSOL) tem 1% das intenções de voto. Brancos e nulos são 11% e 7% não sabem ou não responderam.
A pesquisa mostrou, ainda, que 28 em cada 100 eleitores admite a probabilidade "alta" de deixar de votar no candidato que preferem para evitar que outro que não gostam vença a eleição.

Rejeição

O levantamento apurou também a rejeição dos presidenciáveis. A maior rejeição é de Jair Bolsonaro - 44% dos ouvidos afirmam que não votariam no candidato "de jeito nenhum". Fernando Haddad e Marina Silva aparecem empatados em segundo lugar, rejeitados por 27% dos eleitores.
Por outro lado, a pesquisa revelou que 55% dos eleitores bolsonaristas afirmam que a sua decisão é "definitiva". Dos eleitores de Haddad, 49% dizem que não vão mudar de ideia.

Segundo turno

Os cenários de segundo turno apresentados pela pesquisa CNI/Ibope mostram empate no limite da margem de erro entre Haddad, com 42%, e Bolsonaro, 38%. Quando a disputa é com Marina Silva, Bolsonaro tem 40% e a candidata da Rede, 38%. O deputado, que lidera as intenções de voto no primeiro turno, fica atrás quando a disputa é com Alckmin (40% a 36%) e Ciro Gomes (44% a 35%).

Pré-campanha

A última pesquisa CNI/Ibope foi realizada em junho, quando a campanha eleitoral ainda não havia começado. De acordo com a entidade, as pesquisas realizadas por ela são trimestrais. Naquele cenário de pré-candidaturas, Bolsonaro e Marina lideravam as intenções de votos dos eleitores nos cenários em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aparecia como opção.
Quando era incluído na lista de opções, o ex-presidente passava a liderar as pesquisas com quase o dobro das intenções de voto de Bolsonaro. Na época, Lula alcançava 33% das intenções de voto, Bolsonaro 15% e Marina, 7%.
Ele foi substituído oficialmente por Fernando Haddad em 11 de setembro. O ex-presidente está preso em Curitiba (PR) por ter sido condenado na Operação Lava Jato.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-04669/2018. Foram ouvidos 2.000 eleitores em 126 municípios. A margem de erro é dois pontos e a confiabilidade é de 95%. A pesquisa foi feita nos dias 22, 23 e 24 de setembro.
Na última pesquisa realizada pelo Ibope para o Estado e a TV Globo, divulgada na segunda, 24, Bolsonaro teve 28% das intenções de voto e Haddad, 22%.