domingo, 1 de outubro de 2017

Acidente na Usina Petribu deixa um trabalhador morto e outro ferido

Peça de uma centrífuga de açúcar teria se soltado e atingido os dois trabalhadores

Everaldo já trabalhava na usina há cerca de 20 anos / Sérgio Bernardo/JC Imagem
Everaldo já trabalhava na usina há cerca de 20 anos
Sérgio Bernardo/JC Imagem
Cidades

Um acidente ocorrido na noite deste sábado, na Usina Petribu,em Lagoa de Itaenga, na Zona da Mata Norte, deixou um trabalhador morto e outro ferido. A vítima fatal foi o mecânico de manutenção Everaldo José da Silva, de 40 anos. Um ajudante dele, Marconi Ferreira da Silva, está internado no Hospital da Restauração (HR). A informação que chegou inicialmente à imprensa é de que teria havido uma explosão. Mas consta na ocorrência que a peça de uma centrífuga de açúcar teria se soltado e se fragmentou, atingindo os dois.


Irmão de Everaldo, o operador de supervisório de caldeira Veronildo José da Silva, 41, que também trabalha na usina, conta que o acidente aconteceu por volta das 18h30. “Mandaram me chamar lá fora sem dizer o que tinha acontecido. Quando eu saí a assistente social me falou que houve um acidente com meu irmão e foi fatal. Na hora fiquei anestesiado, sem chão. A gente sempre acha que pode acontecer com os outros, não com a família da gente”, relata, muito abalado.
Veronildo afirma que o irmão estava fazendo manutenção em uma máquina, mas foi atingido pela do lado. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Nazaré da Mata e policiais locais informam que, como o local é de risco, os dois trabalhadores estavam sozinhos e havia duas máquinas com sinais de que estavam sendo mexidas. O caso será apurado pela Delegacia de Lagoa de Itaenga. 

TRABALHO

Everaldo já trabalhava na usina há cerca de 20 anos, tendo saído e depois retornado, segundo seu irmão. Ele já teria sofrido outro acidente, há cerca de cinco anos, e morava na usina com a esposa e uma filha de dois anos, mas tinha outros dois filhos.
Atingido no tórax, Marconi foi submetido a cirurgia e, segundo a assessoria de imprensa do HR, seu estado de saúde é estável, ele se encontra em observação.

O advogado da empresa, Luiz Guerra, afirma que a usina está prestando assistências as famílias e já abriu sindicância para apurar o ocorrido. Nesta tarde, foi emitida uma nota de pesar, lamentando o acidente e se solidarizando com os familiares, mas sem detalhar o caso. Confira abaixo a nota na íntegra.

NOTA DE PESAR E ESCLARECIMENTO  

A Usina Petribu S/A, através de sua diretoria e colaboradores, vem a
público externar imensa tristeza em razão do acidente ocorrido na noite de
ontem, dia 30 de setembro de 2017, por volta das 18:30hs nas instalações
da indústria, no setor de fabricação de açúcar.
O acidente aconteceu no momento de manutenção de uma das máquinas
de centrífuga de açúcar e resultou no óbito um de seus colaboradores e
deixou outro ferido.
Estamos empreendendo todos os esforços para a devida apuração dos
fatos através de abertura de procedimento de investigação interna e
demais medidas legais.
Lamentamos profundamente o ocorrido e nos solidarizamos com todos os
familiares e colegas de trabalho pela perda de um querido colaborador,
cujos familiares também integram nossa equipe e fazem parte da nossa
história.
Estamos de luto.

Aliados de Lula e petistas sondaram família de Palocci

Com medo de delação do ex-ministro, aliados de Lula procuraram irmão de Antonio Palocci

Aliados de Lula procuraram família de Palocci / Foto: AFP
Aliados de Lula procuraram família de Palocci
Foto: AFP
Estadão Conteúdo

Desde a prisão de Antonio Palocci pela Operação Lava Jato, em setembro do ano passado, dirigentes do PT e interlocutores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva procuraram a família do ex-ministro em busca de informações sobre a possibilidade de ele fechar um acordo de delação premiada. Depois, tentaram descobrir se o ex-ministro estaria disposto a mudar de ideia de colaborar com a força-tarefa.
Segundo oito fontes próximas a Lula, PT e Palocci ouvidas pelo 'Estado', dirigentes do partido em Ribeirão Preto e líderes nacionais da legenda procuraram o pediatra Pedro Palocci, irmão mais velho do ex-ministro, atrás de informações sobre a delação. Conforme essas fontes, a partir de maio, quando Palocci contratou um advogado especializado em delações, seu irmão deixou de receber os petistas, que interpretaram as negativas como um sinal de que Pedro estaria incentivando a delação.


As relações financeiras e societárias do ex-ministro com seu irmão são alvo de investigações da Lava Jato, que apura também o sumiço de livros de registro de transferências de ações do Hospital São Lucas, em Ribeirão Preto, pertencente a Pedro. Procurado por meio da assessoria do hospital, o médico se recusou a comentar o assunto.
Em abril, antes de Palocci propor o acordo de delação, o ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho, presidente do diretório estadual do PT e um dos mais próximos aliados de Lula, se encontrou com Antonia Palocci, a dona Toninha, mãe de Palocci, durante uma passagem por Ribeirão Preto. Segundo relatos, a iniciativa partiu de dona Toninha e na conversa ela teria dito não acreditar que o filho faria delação.
Cerca de um mês atrás, quando as negociações entre Palocci e a Lava Jato já eram públicas, o deputado federal Paulo Teixeira (SP), vice-presidente nacional do PT, encontrou Toninha em uma reunião do partido na cidade. Segundo ele, não se tocou no assunto de delação.
Fundadora do PT e membro suplente do diretório municipal, a mãe de Palocci era uma das mais ativas militantes do partido na cidade. Mesmo com dificuldade de locomoção, aos 82 anos, dona Toninha fazia questão de manter o trabalho quase diário nas comunidades mais pobres. Em períodos eleitorais, costumava ir de porta em porta pedindo votos.

Afastamento

Após o filho passar a disparar contra Lula e o PT, ela se afastou das atividades partidárias e, dividida entre a tristeza de ver o filho caçula preso e a fidelidade às suas convicções políticas, decidiu se recolher. Segundo um ex-vizinho, recentemente, em uma excursão de ônibus para Caldas Novas, em Goiás, ela pediu para não comentar o assunto.

De acordo com pessoas próximas a Lula, depois do depoimento de Palocci à Lava Jato, no qual disse que o ex-presidente fez um "pacto de sangue" com o empreiteiro Emílio Odebrecht, Toninha enviou mensagem de solidariedade ao ex-presidente demonstrando contrariedade com a opção do filho.
O ex-presidente chegou a tocar no assunto durante seu depoimento ao juiz Sérgio Moro no dia 13 de setembro. "Eu fico pensando como é que está pensando a mãe dele agora, que é militante do PT e fundadora do PT", disse Lula.
A reportagem procurou Toninha Palocci em cinco endereços, mas foi informada de que ela havia se mudado de dois deles e não morava nos outros três. A mãe do ex-ministro também foi procurada por meio da assessoria do hospital de seu filho, mas não respondeu.

Decepção

Quem tem falado com Lula nos últimos dias afirma que o ex-presidente não esconde a decepção com Palocci. Ele tem dito que já esperava a delação, mas não se conforma com o que chama de "mentiras".
O ex-presidente diz que nunca pediria a alguém que já foi demitido por ele para lidar com dinheiro sujo para o PT ou para o Instituto Lula. Para reforçar sua versão, cita uma história de 2006. Segundo ele, quando veio à tona o caso da quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa, teria dito a Palocci que arrumasse uma "história convincente", do contrário seria demitido. Palocci teria dito que a história era a publicada nos jornais e Lula rebateu: "Então está demitido".
O Instituto Lula e o PT nacional não comentaram os contatos com a família do ex-ministro e reafirmaram que ele mente.
A postura do ex-ministro surpreendeu o PT de Ribeirão Preto. "Fiquei surpreso. Mas é lógico que a gente não esperava dele a resistência de um José Dirceu ou de um João Vaccari", disse o presidente municipal do partido, Fernando Tremura. Oficialmente, o PT local afirma que, se houve algum contato de seus dirigentes com a família do ex-ministro, foi por iniciativa pessoal e não por decisão partidária.

Universidade saudita abrirá autoescola para mulheres

Nessa terça-feira (26), o país suspendeu o decreto que proibia mulheres de dirigir

O país que anunciou a mudança nessa terça-feira (26) / Foto: DSK/YouTube/AFP
O país que anunciou a mudança nessa terça-feira (26)
Foto: DSK/YouTube/AFP
AFP

Uma grande universidade saudita foi a primeira a anunciar, neste domingo (1º), sua intenção de abrir uma autoescola para mulheres, no momento em que os fabricantes de automóveis tentam seduzir essas potenciais clientes.

Decreto

Na última terça, por meio de um decreto real, as autoridades sauditas decidiram suspender a proibição de dirigir que pesava sobre as mulheres. O decreto entra em vigor em junho de 2018.
País ultraconservador regido por uma visão ortodoxa do Islã, a Arábia Saudita era o único Estado do mundo a impor essa restrição.

País ultraconservador regido por uma visão ortodoxa do Islã, a Arábia Saudita era o único Estado do mundo a impor essa restrição.

A Universidade Princesa Nora, de Riad, que se apresenta como a maior universidade feminina do mundo, anunciou em um tuíte que "se prepara para estabelecer uma autoescola em consulta com as respectivas autoridades".
A seção internacional do Ministério da Informação disse que se trata do "primeiro anúncio desse tipo" desde o decreto real.
A Universidade Princesa Nora é uma instituição pública que conta com mais de 60.000 estudantes na capital saudita e em outras cidades próximas.

Andamento da melhora econômica depende do ajuste fiscal

Do futuro, mesmo incerto, o mercado só deseja a continuidade do ajuste fiscal, não importa quem os faça

Apesar de ser uma realidade atual, o descolamento entre os cenários político e econômico tem data de validade / Foto: Agência Brasil
Apesar de ser uma realidade atual, o descolamento entre os cenários político e econômico tem data de validade
Foto: Agência Brasil
ADRIANA GUARDA E LUIZA FREITAS
“Se essa dinâmica de recuperação cíclica será preservada nos próximos meses é uma questão em aberto e que vai depender da queda de braço entre a continuidade do resgate dos fundamentos macroeconômicos de curto prazo e a percepção de riscos quanto à solvência do Estado e da governabilidade do País de médio e longo prazos”. A afirmação é o resumo da análise recente feita pela Tendências, uma das maiores consultorias econômicas do País. Ela mostra que, apesar de ser uma realidade atual, o descolamento entre os cenários político e econômico tem data de validade. Do futuro, mesmo incerto, o mercado só deseja a continuidade do ajuste fiscal, não importa quem os faça.


Para o presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público (SBDP), Carlos Ari Sundfeld, o futuro próximo é, sim, incerto, mas menos assustador do que se pode imaginar. “Acho que ninguém acredita que quem vencer a próxima eleição vá implantar um programa econômico radicalmente oposto ao que temos hoje. Ninguém acredita que os candidatos de esquerda ou os populistas, independentemente dos discursos de hoje, vão jogar fora totalmente o trabalho da equipe atual”, explica.
Para justificar seu otimismo, Sundfeld lembra que a recessão acabou com qualquer margem econômica para arriscar novos modelos. “Qualquer erro o colapso será imediato. Vamos sentir o efeito no dia seguinte”, enfatiza. Ele lembra que a situação era bem diferente na transição entre os governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula, quando houve instabilidade no mercado por medo de uma manobra econômica brusca, que mais tarde acabou não se confirmando.

Apesar das melhoras vistas em vários indicadores, os números ainda não estão perto de chegar ao que se registrava antes do início da derrocada. O emprego, por exemplo, é o indicador econômico que mais tarda a reagir, já que o custo da contratação é alto no País e o empresário precisa de confiança no futuro para abrir vagas. Esse ritmo também pode ser a justificativa para uma avaliação tão negativa do governo atual, já que a falta de oportunidades é o sintoma econômico mais próximo e palpável para a população em geral. E é a incerteza no futuro que provoca uma resistência para a queda do desemprego.

REFORMAS

Por outro lado, talvez não seja necessário chegar ao resultado das eleições para que o mercado cobre seu preço. “O descolamento tem validade e condições. Se as reformas prometidas não forem aprovadas em breve, não vamos demorar a sentir novamente um revés econômico. Esse respiro de crescimento pode acabar rápido se o lado político não agir”, destaca o professor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE”), Ecio Costa.

O esportivo nacional Puma está de volta

Carro era sonho de consumo dos jovens dos anos 70 e 80 e agora volta modernizado

Carro vai custar R$ 150 mil e serão produzidas apenas 10 unidades / Divulgação
Carro vai custar R$ 150 mil e serão produzidas apenas 10 unidades
Divulgação
Editoria de Veículos

O Puma era o sonho de consumo dos jovens dos anos 70 e 80. O esportivo nacional que fez sucesso no Brasil está de volta em uma produção quase artesanal e oferecido por R$ 150 mil. Detalhe: neste primeiro momento serão construídas apenas 10 unidades. O Puma GT Lumimari, como foi batizado, é um projeto dos empresários Reginaldo Galafazzi e Fernando Mesquita, de São Paulo. Apaixonados por corridas e carros clássicos, e ambos fãs da marca Puma, os amigos construíram inicialmente um protótipo de corrida com o estilo e a marca do Puma e, logo em seguida, veio a ideia de utilizar a experiência adquirida na pista para lançar no mercado um modelo de rua.

PUMA

O Puma GT Lumimari será oferecido com carroceria de fibra de vidro, como o carro original. Mas as semelhanças com o modelo clássico, além do visual da carroceria, param por aí. O novo Puma será maior, terá reforços de fibra de carbono e motor flex traseiro de 180 cavalos. O carro virá com uma central multimídia completa que permite cinco configurações do motor. O câmbio será manual de seis velocidades, rodas aro 17 e peso aproximado de 915 kg, considerado baixo. A marca não divulgou dados de desempenho do novo Puma.


GALERIA DE IMAGENS

Só serão fabricadas 10 unidades do Puma 2018
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Os fabricantes darão aos compradores das 10 unidades históricas algumas regalias como a possibilidade de pagamento do carro em 10 prestações de R$ 15 mil, entrada VIP em todos os eventos promovidos pela Puma Automóveis, prioridade na aquisição de produtos da marca, além de garantia de preço diferenciado. Os fabricantes prometem ainda revisão do carro feita gratuitamente na própria fábrica.

Inquérito apura impacto das obras da Vila Naval em Olinda

Polêmica envolvendo Vila Naval ganhou novo capítulo após Ministério Público pedir análise do projeto

Plano permite derrubada de casas e construção de edifícios margeando o estuário / Sérgio Bernardo/JC Imagem
Plano permite derrubada de casas e construção de edifícios margeando o estuário
Sérgio Bernardo/JC Imagem
Da Editoria de Cidades

A polêmica que envolve o projeto da Vila Naval em Santo Amaro, área Central do Recife, ganhou um novo capítulo. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou nessa sexta (29) um inquérito civil para apurar os possíveis impactos da obra em Olinda, município vizinho. O parecer da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Olinda é assinado pela promotora de justiça Belize Câmara.
O documento solicita que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) analise o projeto, já que a área é vizinha ao Forte do Buraco, localizado atrás da Escola de Aprendizes Marinheiros e da Vila Naval, na Praia do Istmo. As ruínas da construção são tombadas desde 2005.
Além disso, a promotoria solicitou que o Iphan informe acerca da necessidade de avaliação de impactos ambientais e urbanísticos para a elaboração do plano, em relação à paisagem e à Colina Histórica do município.  À Secretaria de Planejamento Urbano do Recife e ao Instituto Pelópidas Silveira, o MPPE questiona se foram feitas avaliações no que diz respeito a tais impactos e se o plano contempla as áreas da Zeis Santo Amaro, da Fábrica Tacaruna e da Vila Naval, ou somente da última.

Para a promotora, a urbanização do Recife pode colocar em risco a condição de patrimônio histórico de Olinda. “Antes de o município receber o título, o Icomos (International Council on Monuments and Sites) emitiu um parecer sugerindo que o tombamento esperasse até que informações sobre o processo de urbanização do Recife fossem fornecidas, porque poderia ameaçar Olinda. A Unesco ignorou a sugestão e deferiu o pedido, tornando o município patrimônio da humanidade”, explicou. Segundo ela, os órgãos possuem um prazo de 15 a 20 dias para apresentar os documentos.
Até 9 de outubro, é possível apresentar sugestões para o plano, através do e-mail icps@recife.pe.gov.br. O prazo, que estava previsto para 8 de setembro, foi prorrogado após pedido do MPPE, afim de amadurecer as discussões sobre o projeto. O plano apresentado pela prefeitura em agosto compreende uma área de cerca de 110 hectares, com pelo menos 1.782 moradias. O projeto pode ser consultado no www.conselhodacidade.recife.pe.gov.br.

Protesto contra performance no MAM termina em agressão

A assessora de imprensa do museu foi agredida com um soco e xingada de 'pedófila'

Polêmica envolve apresentação do coreógrafo Wagner Schwartz na 35ª edição do Panorama da Arte Brasileira / Foto: Reprodução
Polêmica envolve apresentação do coreógrafo Wagner Schwartz na 35ª edição do Panorama da Arte Brasileira
Foto: Reprodução
Estadão Conteúdo

Uma nova manifestação contra a performance do bailarino e coreógrafo Wagner Schwartz na 35ª edição do Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), terminou em agressão física a funcionários neste sábado (30). A assessora de imprensa do museu, Roberta Montanari, foi agredida por uma manifestante com um soco e xingada de "pedófila". Outros funcionários foram igualmente agredidos, física e verbalmente, por 20 pessoas que se reuniram em frente à sede do museu para protestar contra a performance de Schwartz.


No dia 26, terça-feira, na abertura do Panorama, tradicional mostra bienal do MAM, Schwartz fez uma performance, La Bête, em que se colocava no lugar de um "bicho" da artista carioca Lygia Clark, que morreu em 1988, para ser manipulado pelo público - o "bicho" da artista, representante do movimento neoconcreto brasileiro, é uma peça de metal que pode ser manipulada pelas pessoas. Uma mulher e a filha de cinco anos se aproximaram do artista e tocaram seu corpo e isso bastou para que o vídeo, exibido fora do contexto por um internauta, detonasse acusações de pedofilia na rede e ameaças à integridade física do curador da mostra, Luiz Camilo Osório.

QUEIXA

O diretor do MAM, Felipe Chaimovich, acompanhado do advogado do museu, João Turchi, disse à reportagem que vai prestar queixa na delegacia. "O Icom (International Council of Museums) recomendou a todos os museus do mundo que não tratem suas obras de maneira diferenciada e é essa recomendação que o MAM vai seguir, pois a performance de Wagner Schwarz não é diferente". A solidariedade que entidades como a Associação Brasileira dos Críticos de Arte (ABCA) e museus prestaram ao MAM prova, segundo Chaimovich, que a má interpretação dessa performance por quem não estava presente à abertura provocou acusações improcedentes.