sábado, 2 de dezembro de 2017

Mulher morre após ter sido atropelada por ônibus na PE-15

Marines Severina dos Santos, de 56 anos, morreu no local. Atropelamento ocorreu no momento em que ela tentava atravessar a rodovia

De acordo com a polícia, o motorista do ônibus, que faz a linha Artur Lundgren 2 / Paratibe - Rio Doce, teria desrespeitado a sinalização e feito um retorno em um local proibido / Ezequiel Quirino / Cortesia
De acordo com a polícia, o motorista do ônibus, que faz a linha Artur Lundgren 2 / Paratibe - Rio Doce, teria desrespeitado a sinalização e feito um retorno em um local proibido
Ezequiel Quirino / Cortesia
JC Online
Com informações da TV Jornal
Uma mulher de 56 anos, identificada como Marines Severina dos Santos faleceu na manhã deste sábado após ter sido atropelada por um ônibus na PE-15, na entrada do bairro de Arthur Lundgren 1, em Paulista, na Região Metropolitana.
De acordo com informações da Polícia civil, o atropelamento ocorreu no momento em que ela tentava atravessar a rodovia, quando foi surpreendida pelo ônibus. O corpo da vítima ficou em baixo do coletivo.

Sinalização

O motorista do ônibus, que faz a linha Artur Lundgren 2 / Paratibe - Rio Doce, teria desrespeitado a sinalização e feito um retorno em um local proibido.
O Instituto de Criminalística foi acionado e isolou a área. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal, no Bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife.

De consumidor a dono de uma usina de energia solar

Programa permite trocar conta de luz por investimento

Usinas solares serão instaladas inicialmente em Gravatá, Arcoverde e Floresta / Igo Bione/Acervo JC Imagaem
Usinas solares serão instaladas inicialmente em Gravatá, Arcoverde e Floresta
Igo Bione/Acervo JC Imagaem
Da Editoria de Economia
Em tempos de bandeira amarela e vermelha na conta de luz, consumidores pernambucanos poderão aderir ao Programa Bandeira Azul e se tornar donos de usinas solares no Estado. À primeira vista, a ideia pode parecer mirabolante, mas a proposta é trocar a conta mensal de energia por um investimento. Podem aderir ao projeto consumidores residenciais, industriais, comerciais e de serviços que pagam conta com valor a partir de R$ 2 mil. A partir do próximo ano, a expectativa é reduzir esse teto inicial.
Lançado na última quinta-feira, o Programa Bandeira Azul é uma parceria da empresa pernambucana Blue Sun Brasil, em parceria com as secretarias estaduais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico. O projeto começa com investimento de R$ 600 milhões na instalação de 100 MW de energia solar nos municípios de Gravatá, Arcoverde e Floresta. Desse total, a Blue Sun vai aportar R$ 200 milhões em infraestrutura, tecnologia e mão de obra, enquanto R$ 400 milhões serão aplicados por bancos e fundos de investimentos para bancar os equipamentos. A meta é inaugurar 100 usinas fotovoltaicas até o fim de 2018.
O programa funciona assim: ao invés de pagar uma conta mensal de R$ 2 mil, por exemplo, o investidor vai pagar esse valor fixo, por um período de 10 anos, para se tornar dono da usina. Na assinatura do contrato, o cliente paga uma taxa de adesão equivalente ao preço de uma conta e só começa a arcar com as parcelas quando a usina entrar em operação. A energia solar gerada entra no sistema da Celpe e o consumidor tem um crédito para utilizar essa eletricidade em casa, no comércio, na indústria. Enquanto estiver pagando as parcelas, o cliente estará usufruindo da produção de energia. Passados os 10 anos, torna-se o dono da usina.

BENEFÍCIOS

“As vantagens do programa são muitas. A principal delas é não estar sujeito aos reajustes na conta de energia, que têm ficado entre 20% e 25% ao ano, porque o valor das mensalidades é fixo. Outro benefício é contribuir para a expansão das energias renováveis no País”, explica o CEO da Blue Sun, Leonardo Leão. O executivo afirma que o momento é propício ao lançamento do programa. “Temos um cenário de energia cara, queda nos preços dos painéis fotovoltaicos e disponibilidade de crédito”, completa.
Com 17 anos de mercado, a Blue Sun estreou no setor de energia solar há 5 anos. Naquela época, um painel fotovoltaico custava R$ 5 mil, enquanto hoje caiu para R$ 800. A empresa importa os painéis das maiores fabricantes do mundo, como a Jinko Solar (China), Trina Solar (Espanha) e Canadian (Canadá). O retorno do investimento também caiu de 25 para 6 anos.
Leão adianta que só na pré-venda já conseguiu comercializar 15 MW dos 100 MW iniciais. Nesse ritmo, a expectativa é contratar tudo até fevereiro de 2018. Depois dessa primeira fase, a instalação das usinas solares também vai chegar aos municípios de Santa Cruz do Capibaribe, Verdejante, Itaíba, Petrolina e Serra Talhada. “O projeto começou com a projeção de 10 MW, depois subiu para 100 MW e já está em 1 GW”, conta. O executivo também destaca a importância social do programa, garantindo que serão gerados 3 mil empregos no interior do Estado até 2018. “Vamos instalar as usinas em regiões de atividade econômica escassa. Vamos solarizar”, conclui.

Lula segue na liderança para 2018, diz pesquisa Datafolha

Em primeira pesquisa divulgada após fortalecimento do nome de Geraldo Alckmin como candidato, tucano aparece em quarto lugar empato com Ciro Gomes

ula lidera com 34% e Bolsonaro o segue com 17%. Marina Silva (Rede) aparece numericamente acima do pelotão encabeçado por Alckmin e Ciro / Valter Campanato - Agência Brasil
ula lidera com 34% e Bolsonaro o segue com 17%. Marina Silva (Rede) aparece numericamente acima do pelotão encabeçado por Alckmin e Ciro
Valter Campanato - Agência Brasil
Estadão Conteúdo

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança para a Presidência, nas eleições de 2018, em todos os cenários, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 2. O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) está isolado em segundo lugar da corrida presidencial. Aqui, Lula lidera com 34% e Bolsonaro o segue com 17%. Marina Silva (Rede) aparece numericamente acima do pelotão encabeçado por Alckmin e Ciro, mas tecnicamente empatada com ambos.
É a primeira pesquisa divulgada após o fortalecimento do nome do governador Geraldo Alckmin (PSDB) como candidato tucano ao Planalto. O tucano aparece em quarto lugar na disputa, empatado numericamente com o ex-governador Ciro Gomes (PDT, 6%) e tecnicamente com o ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa (sem partido mas cortejado pelo PSB, 5%) e o senador Alvaro Dias (Podemos, 3%). 
Na pesquisa espontânea, quando a intenção de voto é questionada sem apresentação de nomes, Lula surge com 17% das citações e Bolsonaro, com 11%. Todos os outros pontuam de 1% para baixo. O "ninguém" tem 19% e não sabem afirmar em que candidato votariam, 46%.

Segundo turno

Lula ganha em todos os cenários de segundo turno. Ele ampliou em quatro pontos percentuais sua vantagem, em relação à pesquisa feita no fim de setembro, no confronto com Alckmin (52% a 30%), Marina (48% a 35%) e Bolsonaro (51% a 33%).
Sem o nome do petista - o ex-presidente pode ser impedido caso a condenação de 9 anos e 6 meses imposta pelo juiz Sérgio Moro for confirma em 2ª instância -, a pesquisa apresenta Bolsonaro com 21%, Marina com 16% e Ciro se beneficiando de votos do petista, com 12%. Alckmin segue com 9%, empatado tecnicamente com Alvaro Dias (5%).
O instituto fez 2.765 entrevistas entre 29 e 30 de novembro, em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Indústria busca transformação digital

Informatização é questão de sobrevivência. Mesmos os sistemas mais simples podem aumentar produtividade em mais de 50% na indústria

Simulador do Instituto Senai de Inovação é usado em treinamentos de segurança do trabalho para atividades em altura e com eletricidade / Foto: Divulgação/ Senai
Simulador do Instituto Senai de Inovação é usado em treinamentos de segurança do trabalho para atividades em altura e com eletricidade
Foto: Divulgação/ Senai
LUIZA FREITAS*
RECIFE E SÃO PAULO
Quem vivenciou a época em que comprar linhas telefônicas era um investimento talvez ainda encontre dificuldade para manipular um smartphone. Agora imagine como empresas de ramos tradicionais e estruturadas há décadas precisam se esforçar para se encaixar em um mercado onde não é possível ignorar a realidade digital. Por isso, investir na transição de processos deixou de ser uma questão de competitividade. Hoje, trata-se de sobrevivência. Em Pernambuco, no Brasil e no mundo, a indústria está atenta a investimentos tecnológicos que podem aumentar em mais de 50% a produtividade a partir de simples intervenções digitais.

Esse foi o percentual médio conquistado ao longo de um ano e meio de execução do Programa Brasil + Produtivo, criado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, que através da implantação de processos digitais estabelece meios de redução de desperdício. “Se por um lado esse ganho de produtividade é uma amostra de que o investimento surte efeito, por outro mostra que ainda é preciso investir muito nesse aspecto, porque são intervenções ainda muito básicas se comparadas ao que está surgindo de novo”, analisa o diretor do Instituto Senai de Inovação em Pernambuco, Sérgio Soares.
O instituto começou a ser pensando a partir da crise mundial de 2008, quando as indústrias brasileiras (afetadas pelo cenário internacional) perceberam a necessidade de tirar do papel ações que ampliassem a competitividade e o desenvolvimento das empresas nacionais. Um exemplo de um produto desenvolvido em Pernambuco é o SafeSIM, simulador de realidade virtual usado em treinamentos de segurança do trabalho para atividades em altura e com eletricidade. Além de reduzir os custos da capacitação, a plataforma avalia o conteúdo apreendido pelos profissionais e gera métricas para o acompanhamento da evolução de cada um.

NEGÓCIO

A transformação digital de empresas tradicionais é justamente o negócio executado pela pernambucana Much More Digital, que oferece o serviço de “unlocker”, uma espécie de destravamento de instituições que não têm o digital como parte do negócio. Os produtos vão desde a consultoria até o acompanhamento dos resultados da aplicação das mudanças propostas. “Não temos dúvidas de que empresas que já acumulam experiência e lembrança de marca prévias têm as melhores oportunidades para liderar a criação de negócios digitais, pois elas podem usar essas informações a partir de produtos físicos para definir suas decisões de inovação”, afirma o sócio e cofundador da Much More, Bruno Encarnação.
Em Pernambuco, o empresário destaca que o investimento na transição está bem disseminado no que ele chama de primeira fase, a da comunicação – presença institucional na internet e redes sociais. Mas a integração de processos digitais às rotinas produtivas ainda precisa ser assimilada pela maioria das companhias do Estado.

IR ALÉM

Para o presidente da Softex, Alcides Pires, além dos processos em si, para que as empresas consigam se integrar totalmente à realidade atual, é preciso implantar uma nova cultura entre os funcionários. “Apostar no digital dentro de empresas tradicionais não é uma decisão fácil. Muitas vezes implantar isso envolve extinguir um determinado departamento da empresa, que poderia perder sua função. Mas isso é um desafio global que precisa ser enfrentado por todas as redes”, destaca Pires.

A força com a qual os processos digitais atua sobre o mercado é tanta que nem mesmo as empresas jovens e de tecnologia devem escapar da necessidade de readequar e até repensar suas atuações. “Um dos debates recentes do mercado de TI é justamente sobre como ele irá lidar internamente com o que está acontecendo. É preciso analisar tudo com uma metodologia ágil, porque quem não aderir a essa transição vai estar morto em um curto espaço de tempo”, afirma o presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação em Pernambuco e na Paraíba (Assespro-PE/PB), Ítalo Nogueira.

CUSTOS

Além de promover o aumento da produtividade, a transição digital também pode proporcionar a redução de custos, resultado que se torna ainda mais interessante em um momento econômico instável. A BMC – produtora de software para corporações – identifica que esse é um dos principais motivadores para as empresas brasileiras estarem buscando esse direcionamento. Segundo o levantamento feito pela multinacional, foi registrado um aumento de 20% no número de linhas utilizadas para aplicações M2M (entre máquinas).
“A inteligência artificial, a capacidade de máquinas aprenderem e exercerem determinadas funções, isso não é futuro. É realidade. Cada empresa tem a própria maturidade para encarar isso e começar a se movimentar de algum forma. Mas o que vemos é uma demanda crescente”, afirma a diretora da BMC no Brasil, Marcia Nakahara.
Em abril, a empresa decidiu rever a carteira de clientes no País, para alcançar esses clientes em potencial onde não tinha atuação, a exemplo do Nordeste. Em julho, fechou negócio para a implantação de um projeto em uma indústria pernambucana, que ainda não pode ter o nome divulgado por questões contratuais.
Na semana passada, durante o evento BMC Exchange, realizado em São Paulo depois de passar por EUA, Cingapura, China e Inglaterra, a empresa lançou seu novo produto focado em transição digital, o Multi-cloud. A ferramenta integra informações contidas em diferentes tipos de nuvem e cria um guia de gerenciamento de dados para indicar as melhores maneiras de mantê-los.
*A repórter viajou a convite da BMC

Van desgovernada destrói igreja e atinge quatro veículos em Camaragibe

Motorista perdeu o controle do veículo enquanto descia uma ladeira no bairro Tabatinga, sexta-feira (1º). Ele sofreu apenas escoriações

A igreja evangélica estava vazia no momento do acidente / Foto: Reprodução/Facebook Camaragibe Agora
A igreja evangélica estava vazia no momento do acidente
Foto: Reprodução/Facebook Camaragibe Agora
JC Online

Após perder o controle da van que conduzia, um motorista bateu em quatro veículos e destruiu uma igreja evangélica no bairro Tabatinga, em Camaragibe, Grande Recife. De acordo com a Secretaria de Trânsito e Mobilidade Urbana da cidade, o acidente foi registrado por volta das 12h30 desta sexta-feira (1º).


Aos agentes de trânsito, o motorista de 34 anos disse que seu veículo, modelo Ultravan e carregado de água mineral, teve problema no freio enquanto ele descia uma ladeira na Rua A 1000. Inicialmente, a van bateu em uma Parati, um Nissan Frontier e uma Kombi. Em seguida, atingiu a igreja, onde não havia ninguém, e depois ainda colidiu com um Kadett. Todos os veículos atingidos estavam estacionados na via.

Motorista sofreu escoriações 

O motorista sofreu apenas escoriações e passou pelo teste do bafômetro, que deu negativo. Nenhuma outra pessoa ficou ferida na ocorrência.

Justiça nega transferência de motorista para clínica de tratamento

Defesa de João Victor alegou que ele é dependente químico e não pode ficar no Cotel

O empresário Bruno Leal, pai de João Victor, prestou depoimento nesta sexta-feira (01) / Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
O empresário Bruno Leal, pai de João Victor, prestou depoimento nesta sexta-feira (01)
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Da editoria de Cidades

O jovem João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, 25 anos, que provocou uma colisão de trânsito que matou três pessoas e feriu gravemente outras duas, vai continuar preso no Cotel. A Justiça negou, na tarde desta sexta-feira (1º), o pedido feito pela defesa do motorista para que ele fosse transferido do presídio para uma clínica de tratamento. A família de João Victor afirma que o rapaz é dependente químico e precisa de assistência especializada. O juiz auxiliar da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Ernesto Bezerra Cavalcanti, negou a solicitação, alegando que a defesa não anexou pareceres e atestados médicos que comprovassem a situação clínica do acusado.
O advogado de João Victor, Manoel Marcos Soares de Almeida, afirmou que vai reunir a documentação solicitada pelo magistrado e entrar com um novo pedido de transferência na próxima semana. “A decisão não levou em consideração o mérito do pedido, o que nos deixa confiante de que, uma vez apresentado todo o histórico de João Victor, o juiz será favorável à transferência”, afirmou o advogado. Na decisão, o juiz diz também que é preciso aguardar a conclusão do inquérito policial para decidir sobre o pedido da defesa.

Depoimentos

O delegado da Delegacia de Delitos de Trânsito responsável pelas investigações, Paulo Jean, confirmou que o inquérito será encerrado na próxima quarta-feira (6). Nesta sexta-feira (1º), pela manhã, ele ouviu os três últimos depoimentos do caso.
O primeiro a ser ouvido foi o médico que atendeu João Victor na UPA da Caxangá, para onde o rapaz foi levado logo após o acidente. Ele foi chamado para detalhar o estado de alcoolemia em que o jovem chegou na unidade.
Em seguida, o pai de João Victor, o empresário Bruno Leal, passou cerca de uma hora prestando esclarecimentos. Ainda muito abalado, ele preferiu não falar com a imprensa. Também foi ouvido o garçom do Auto Bar, onde o jovem e mais dois amigos beberam, pouco antes da colisão.

Relembre o caso

O acidente ocorreu depois que o estudante de engenharia João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, que havia ingerido bebida alcoólica, não respeitou o sinal vermelho e colidiu com o carro em que a família de Miguel estava. O acidente aconteceu no cruzamento da Avenida Rosa e Silva com a Rua Cônego Barata, no bairro da Tamarineira, Zona Norte. 
Miguel Filho Motta, de 46 anos, e a filha do casal, Marcela Guimarães Motta Silveira, de 5 anos, continuam internados no Hospital Santa Joana. 


    Estado de saúde

    Segundo o boletim médico enviado pelo hospital nesta sexta-feira (1º), Miguel está consciente e a pequena Marcela continua em estado grave, respirando com a ajuda de aparelhos. O estado de saúde dos dois apresentou um pouco de melhora.

    A tragédia

    Ato na Tamarineira vai lembrar vítimas de motorista embriagado

    No sábado (2), voluntários vão 'abraçar' o cruzamento da Estrada do Arraial com a Rua Cônego Barata, onde ocorreu o acidente que deixou três mortos

    Flores e uma faixa pedindo justiça foram colocadas no local do acidente / Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
    Flores e uma faixa pedindo justiça foram colocadas no local do acidente
    Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem
    JC Online

    Um ato marcado para este sábado (2) vai lembrar as vítimas do acidente provocado por um motorista embriagado na Tamarineira, Zona Norte do Recife. Às 19h30, voluntários da ONG Novo Jeito pretendem  'abraçar' o cruzamento da Estrada do Arraial com a Rua Cônego Barata, local da tragédia registrada no dia 26 de novembro.


    De acordo com os organizadores, ação também tem o objetivo de lembrar aos motoristas "a responsabilidade de preservar a vida no trânsito".

    Acidente deixou três mortos e dois feridos

    A colisão ocorreu depois que João Victor, que havia ingerido bebida alcoólica, conduziu em alta velocidade um Ford Fusion, avançou o sinal vermelho e atingiu o SUV Toyota RAV4 onde estavam as vítimas, no cruzamento da Avenida Rosa e Silva com a Rua Cônego Barata. O acusado, durante audiência de custódia, realizada nesta segunda-feira (27), afirmou que havia bebido desde as 13h no dia do acidente e não sabia precisar para onde estava indo.
    Morreram no acidente Maria Emília Guimarães, 39, o filho Miguel Neto, 3, e a babá, Roseane Maria de Brito, 23, que estava grávida de três meses. O pai, Miguel Filho Motta, 46, e a segunda criança que estava no carro, Marcela Guimarães da Motta, 5, ficaram feridos.

    Estado de saúde

    Únicos sobreviventes do carro atingido por um motorista bêbado, no último domingo (26), no bairro da Tamarineira, Zona Norte do Recife, a menina Marcela, de 5 anos, e seu pai, Miguel Filho, de 46, apresentam quadro de saúde estável nesta sexta-feira (1º). A informação foi confirmada por uma familiar, que prefere não ser identificada.
    No último boletim divulgado, na quinta-feira (30), pelo Hospital Santa Joana, onde os dois estão internados, a informação é de que tanto a menina quanto o homem haviam progredido. Marcela Guimarães da Motta Silveira ainda estava internada na UTI pediátrica da unidade de saúde, mas havia apresentava melhora no quadro neurológico. Ela foi admitida com quadro de traumatismo cranioencefálico (TCE).
    O seu pai, Miguel, segundo nota do Santa Joana divulgada ontem, estava internado no CTI com traumas no tóxax e no abdómen, apesar de encontrar-se consciente e respirante de forma espontânea. Tanto ele quando sua filha apresentam o mesmo quadro clínico, de acordo com a familiar.