quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Barragens de Pernambuco sem risco de rompimento, diz governo

A Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos do Estado também anunciou um grupo de trabalho para reforçar as vistorias nas barragens

Barragem de Jucazinho (Surubim), em 26 de janeiro de 2019, com 3% da capacidade de acumulação / Foto: Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos/Divulgação
Barragem de Jucazinho (Surubim), em 26 de janeiro de 2019, com 3% da capacidade de acumulação
Foto: Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos/Divulgação
Da Editoria Cidades

A Secretaria Estadual de Infraestrutura e Recursos Hídricos anunciou nesta quinta-feira (31/01) a criação de um grupo de trabalho para intensificar a fiscalização nas barragens de abastecimento d’água e de controle de enchentes de Pernambuco. “Decidimos reforçar as inspeções de rotina depois do que aconteceu em Brumadinho (MG), um acidente que serve de alerta para todo o País”, declara a engenheira Fernandha Batista, titular da pasta.
As ações de monitoramento e vistoria serão realizadas de fevereiro a junho de 2019, começando pela Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Sul, por registrarem os maiores índices pluviométricos. “Brumadinho traz uma discussão importante, mas é preciso tranquilizar a população. Não há barragens de rejeito no Estado e não há risco de rompimento nas barragens de abastecimento d’água de Pernambuco”, afirma Fernandha Batista.


Dos 442 reservatórios existentes no Estado, 283 são administrados pelo governo do Estado e o restante é de responsabilidade do governo federal (Dnocs e Codevasf), de prefeituras e de particulares. Todos são fiscalizados pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). De acordo com ela, 70% das barragens são consideradas de pequeno porte porque a capacidade de armazenamento d’água está abaixo de 3 milhões de metros cúbicos.
Entre os reservatórios de grande porte ela destaca Serro Azul e Jucazinho. Concluído em 2015, Serro Azul fica em Palmares, na Mata Sul, e tem capacidade para 303,12 milhões de metros cúbicos de água, mas o nível atual chega a 136.083.600 metros cúbicos, o que corresponde a 45% da acumulação total. Localizado em Surubim, no Agreste, Jucazinho tem capacidade para até 327.035.818 metros cúbicos e hoje armazena 10.379.495 metros cúbicos, o equivalente a 3% do total.
As duas barragens aparecem num relatório de inspeção da Agência Nacional de Águas (ANA), de novembro de 2018, com alto potencial de risco. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (31/01), Fernandha Batista disse que a avaliação não aponta problemas de estrutura nos reservatórios. “A classificação como alto potencial de risco define a barragem que acumula muita água e que se encontra próxima de comunidades, não é uma questão de engenharia”, declara.

De acordo com a engenheira, o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), que gerencia a barragem de Jucazinho, identificou em 2016 a necessidade de fazer melhorias no reservatório. “O serviço está previsto para terminar em julho de 2019 e não há risco de rompimento”, ressalta.

Reunião

O grupo de trabalho que fará o monitoramento das barragens é formado por 29 técnicos (engenheiros, geólogos, hidrólogos) das Secretarias de Infraestrutura e Recursos Hídricos (incluindo Compesa e Apac), Meio Ambiente e Sustentabilidade, Desenvolvimento Agrário (Ipa) e Desenvolvimento Urbano e Habitação.
“Teremos uma reunião com representantes da ANA na próxima terça-feira (05/02) para apresentarmos a proposta do governo para inspeções e atualização de cadastro das barragens e ouvir sugestões”, informa Fernandha Batista. O encontro será na sede da Secretaria de Infraestrutura e Recursos Hídricos, em Santo Amaro, na área central do Recife.
Na segunda-feira (04/02) está programada uma videoconferência para discutir desdobramentos do rompimento da barragem de rejeito da mineradora Vale em Brumadinho, em 25 de janeiro último, e a possível contaminação do Rio São Francisco. O debate é conduzido pelo governo federal com a participação dos Estados, por se tratar de cursos d’água interestaduais, afirma a engenheira.

Sobe para 110 mortos, dos quais 71 foram identificados em Brumadinho

De acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais, 238 pessoas ainda estão desaparecidas

Segundo atualização divulgada na noite desta quinta-feira(31), 108 pessoas estão desabrigadas / Foto: Mauro Pimentel / AFP
Segundo atualização divulgada na noite desta quinta-feira(31), 108 pessoas estão desabrigadas
Foto: Mauro Pimentel / AFP
ABr

O número de mortos após o rompimento de uma barragem em Brumadinho na última sexta-feira chegou a 110, segundo informou o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Minas Gerais nesta quinta (31). Dentre os corpos resgatados, 71 foram identificados. A tragédia deixou ainda 238 desaparecidos e 108 desabrigados e desalojados.


A barragem que se rompeu tinha cerca de 13 milhões de m³ de rejeitos, que foram despejados sobre a região do Córrego do Feijão, atingindo a área administrativa da empresa, a comunidade da Vila Ferteco e a pousada Nova Estância. A onda de rejeitos chegou até o Rio Paraopeba, a cerca de 8 km da barragem, e começou a se mover em direção ao Rio São Francisco.

Desde o rompimento da barragem, na sexta-feira (25), os bombeiros fazem buscas por vítimas em meio à lama que se espalhou pela região. Cães farejadores ajudam na localização de corpos. Nesta quinta-feira, 31, as buscas chegaram a ser suspensas para garantir a segurança dos militares envolvidos nas operações. O motivo foi a previsão de tempestades na região de Brumadinho.

Punições

Cinco pessoas - dois engenheiros da empresa alemã TÜV SUD, que atestou a estabilidade da barragem, e três funcionários da Vale que estariam envolvidos diretamente no licenciamento da barragem - foram presos na terça-feira, 27. A Justiça decretou a prisão temporária por 30 dias por suspeita de homicídio qualificado, crime ambiental e falsidade ideológica.

GALERIA DE IMAGENS

Foto: DOUGLAS MAGNO / AFP

Polícia prende homem com mais de 200 produtos roubados em Arcoverde

De acordo com PM, os materiais foram o suficiente para encher dois caminhões cedidos pela Prefeitura da cidade para transportar a carga até a delegacia

O caso foi registrado na delegacia de Arcoverde, no Sertão do Estado / Foto: Reprodução/Google Street View
O caso foi registrado na delegacia de Arcoverde, no Sertão do Estado
Foto: Reprodução/Google Street View
JC Online

Um homem foi preso nessa quarta-feira (30) suspeito de receptação de carga roubada em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco. De acordo com a Polícia Militar (PM), os materiais foram o suficiente para encher dois caminhões cedidos pela Prefeitura da cidade para transportar a carga até a delegacia. Outras três pessoas chegaram a ser detidas na condição de testemunhas.
Ainda segundo a PM, policiais faziam rondas por um bairro do município, quando o motorista de um carro mudou a rota, após perceber a aproximação de duas viaturas da corporação. Dentro do veículo, os PMs encontraram 23 ventiladores novos com identificação de um supermercado de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A polícia informou ainda que o condutor do carro não tinha nota fiscal do material e apresentou versões confusas sobre a origem dos produtos. A carga, segundo a Polícia Civil, teria sido roubada no último domingo (27), em um trecho da BR-232. Com o suspeito, também foi encontrada uma pasta contendo vários cheques.

Depósito

Aos policiais, o homem apontou um galpão que estaria servindo de depósito para os produtos. Segundo a PM, o imóvel pertence à Associação dos Catadores de Recicláveis de Arcoverde e teria sido alugado pelo homem detido. Uma mulher informou à PM que o suspeito alugou o espaço e adiantou o pagamento com uma TV de 48 polegadas. O homem ainda pagaria mais R$ 1 mil. No local, foram encontrados diversos materiais roubados.


Entre os produtos, estão 58 TVs, 34 ventiladores, 119 bancos plásticos, além de 18 pneus de carro e oito exaustores de ar condicionado. A carga apreendida foi devolvida ao proprietário.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Cobertura de água e esgoto no Brasil é pior que no Iraque

Dados são do Instituto Trata Brasil, Unicef e Organização Mundial de Saúde (OMS)

cobertura de água e esgoto no Brasil é de 83,3% e 51,9% da população, respectivamente / Guga Matos/ Acervo JC Imagem
cobertura de água e esgoto no Brasil é de 83,3% e 51,9% da população, respectivamente
Guga Matos/ Acervo JC Imagem
Estadão Conteúdo

Oitava economia do mundo, o Brasil tem níveis de cobertura de água e esgoto bem piores que países como Iraque, Jordânia e Marrocos. Hoje, 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto e 35 milhões não são abastecidos com água potável - números que refletem a falta de prioridade que o setor teve nos últimos anos e explicam a proliferação de epidemias, como dengue e zika, além de doenças gastrointestinais no País.
Para se ter ideia do atraso, enquanto a cobertura de água e esgoto no Brasil é de 83,3% e 51,9% da população, respectivamente, os números do Iraque são de 88,6% e 86,5%. Até países com Produto Interno Bruto (PIB) per capita - que mede a riqueza da população - inferior ao do Brasil ganham nos índices de cobertura. É o caso de Peru, África do Sul e Bolívia. Nesse último caso, o indicador de acesso à água é maior e o de coleta ligeiramente menor que o brasileiro.
Os dados constam de um trabalho feito pela gestora Miles Capital, com dados do Instituto Trata Brasil, Unicef e Organização Mundial da Saúde (OMS). "O setor, que foi esquecido nos últimos anos, precisa ser a prioridade das prioridades nessa nova gestão", afirma o sócio-fundador da Miles Capital, Fabiano Custodio. Para ele, os governos, federal e estaduais, têm uma oportunidade para reverter esse quadro atraindo investidor privado para o setor. Na avaliação dele, uma das saídas é a privatização das estatais, muitas delas deficitárias.
Hoje, apenas 6% dos municípios nacionais são atendidos pela iniciativa privada. O restante está nas mãos de empresas estatais, sendo que boa parte delas não tem condições financeiras para tocar grandes volumes de investimentos. A maioria depende de recursos dos Estados para operar. Mas, com a crise fiscal dos governos, a situação ficou ainda mais complicada.
"Muitas companhias estaduais estão com problemas de endividamento e baixa capacidade de captação, o que dificulta qualquer planejamento de expansão da rede", diz o diretor da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), Percy Soares Neto. Pelo tamanho do déficit, o volume de investimento é grande.
A universalização do saneamento básico exigirá R$ 440 bilhões de investimentos, mas nem o Plano Nacional de Saneamento (Plansab) tem sido cumprido. Lançado em 2013, a meta era investir cerca de R$ 20 bilhões por ano até 2033 para abastecer 99% da população com água potável e levar rede de esgoto para 92% dos brasileiros
Entretanto, a média de investimento entre 2014 e 2016 ficou em R$ 13 bilhões. "O setor está muito atrasado em relação aos emergentes. O baixo investimento prova que o modelo que está aí não está funcionando", diz o advogado Fernando Vernalha, sócio do escritório VG&P.
Para os especialistas, os benefícios decorrentes da melhoria no saneamento básico justificariam qualquer aumento de recursos no setor. Os baixos índices de cobertura de água e esgoto têm reflexo direto nos gastos com saúde pública. Calcula-se que cada R$ 1 investido em saneamento gere economia de R$ 4 na saúde. Isso sem contar os ganhos na economia, com melhora na produtividade do trabalho, segundo o Trata Brasil.

Faltam regras e licitações

Último setor da infraestrutura a buscar a universalização dos serviços, o saneamento básico tem sido cortejado por grandes investidores nacionais e estrangeiros, que veem nos baixos índices de cobertura uma grande oportunidade de negócio. Nos últimos anos, no entanto, o apetite das empresas privadas tem sido inibido pela falta de licitações e de regulamentação adequada, apesar da grande necessidade de investimentos.
A legislação atual permite que os contratos de concessão - que hoje estão, em grande parte, nas mãos das estatais estaduais - sejam renovados automaticamente, sem novas licitações. O problema é que as empresas públicas de saneamento - salvo exceções como a Sabesp (SP), a Copasa (MG), a Sanepar (PR) e a Compesa (PE) - não têm conseguido gerar receitas nem para cobrir as despesas do dia a dia.
O resultado é que as empresas não investem o suficiente para trazer melhorias para a população e a iniciativa privada fica sem espaço para ampliar seus negócios. Tudo isso se traduz nos números do setor.

"O privado não vai resolver todos os problemas, mas vai ajudar bastante", afirma o presidente da Aegea, Hamilton Amadeo, que vê no enorme corporativismo do setor dificuldades para ampliar os serviços. Apesar dos entraves, a empresa conseguiu nos últimos anos elevar sua participação no mercado. De 2014 para cá, o número de municípios atendidos subiu de 35 para 49 e a população atendida foi de 2,6 milhões para 7 milhões de pessoas.
Ele destaca que uma tentativa de mudar os rumos dessa história está em uma medida provisória reeditada no fim de dezembro de 2018 e que abre espaço para o setor privado. Além de colocar o setor embaixo da aba da Agência Nacional das Águas (ANA), ela exige novas licitações para contratos vencidos, o que daria oportunidade para as companhias privadas. O lobby das estatais não deixou que a MP fosse votada no ano passado, mas o setor acredita que há espaço agora no novo governo.
"Todos os setores intensivos em capital, como energia elétrica e telecomunicação, já venceram essa barreira (com as privatizações). Saneamento ficou para trás e virou um retrato do século 19", afirma Teresa Vernaglia, presidente da BRK Ambiental - ex-Odebrecht Ambiental. A empresa, controlada pela canadense Brookfield, atende 180 municípios e 15 milhões de pessoas. Mesmo com as limitações, a companhia vai investir cerca de R$ 1 bilhão por ano nas suas operações nos próximos cinco anos.

'Pré-sal da infraestrutura'

Na avaliação do sócio da Miles Capital, Fabiano Custodio, o setor de saneamento é um "pré-sal" da infraestrutura. Segundo ele, se os Estados - que estão com grandes dificuldades financeiras - decidissem vender suas estatais, a eficiência do setor subiria substancialmente. "Se o setor tivesse uma regulação que estimulasse a eficiência como em energia elétrica, saneamento poderia negociar seus ativos por múltiplos (indicadores de valoração das empresas) bem maiores que as verificadas em aquisições como Eletropaulo e CPFL."

Déficit quase zero

Localizada no oeste do Paraná, Cascavel é uma das poucas cidades do País a praticamente zerar o déficit dos serviços de saneamento básico. No último ranking do Instituto Trata Brasil, elaborado em parceria com a GO Associados, o município subiu seis posições e ficou em segundo lugar entre as 100 maiores cidades do País, atrás apenas de Franca, no interior de São Paulo. "Os benefícios são visíveis, e o principal deles está na qualidade da saúde", afirma o prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos.
Ele conta que o porcentual de internações por doenças relacionadas à falta de saneamento básico caiu de 9% para 2% em 2017 e 2018. Pelo ranking do Trata Brasil, apenas Cascavel, de 324 mil habitantes, e Piracicaba (SP) registraram 100% de cobertura de coleta de esgoto no período. Mas ainda faltam alguns investimentos no tratamento de água potável. Paranhos afirma que há 1.700 famílias que precisam ser atendidas.
A população da cidade, atendida pela Sanepar, estatal do Paraná, deverá ser beneficiada por um investimento de R$ 72 milhões na construção de um novo reservatório que vai garantir o abastecimento da comunidade, sem interrupções.
Outro município que teve grande avanço no ranking do Trata Brasil foi Taubaté, no interior de São Paulo. A cidade também ganhou seis posições e agora ocupa a 8.ª posição entre os 100 maiores municípios do Brasil. Hoje, Taubaté tem 100% de atendimento de água potável e 97,33% de esgoto. O prefeito José Bernardo Monteiro Ortiz Júnior afirma que esse índice também chegou a 100% com os últimos investimentos feitos pela Sabesp, estatal de São Paulo.
Ele reconhece os benefícios na saúde da população, mas afirma que alguns reflexos só serão percebidos ao longo do tempo.
A presidente da BRK Ambiental, Teresa Vernaglia, afirma que o aumento dos investimentos em água e esgoto tem efeito imediato na qualidade de vida da população. Ela conta que, em 2012, quando a empresa assumiu a concessão de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, a cidade tinha apenas 9% de coleta de esgoto e 3 mil internações por diarreia por ano. Em 2018, depois de uma série de investimentos previstos no contrato, a cidade alcançou índice de cobertura de 94% e o número de internações caiu para 108.
"Diante desses avanços num curto espaço de tempo, é inadmissível permitir que pessoas continuem morrendo por falta de saneamento básico. Esse quadro precisa mudar", afirma Teresa. "O Brasil é um país de contrastes. Temos um avanço das eólicas e solares na energia elétrica, mas o povo continua pisando no esgoto que corre a céu aberto." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

No 4º dia de buscas, 280 bombeiros atuam em Brumadinho

As buscas pelos desaparecidos recomeçaram ás 4h desta segunda-feira (28)

Segundo a Vale, a barragem que rompeu tinha encerrado as atividades há cerca de três anos / Foto: Mauro Pimentel / AFP
Segundo a Vale, a barragem que rompeu tinha encerrado as atividades há cerca de três anos
Foto: Mauro Pimentel / AFP
Estadão Conteúdo

No 4º dia de buscas em Brumadinho (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, aproximadamente 280 bombeiros trabalham nas buscas após o rompimento da barragem da Vale. Desde 4 horas desta segunda-feira, 28, os profissionais atuam na área que deixou pelo menos 58 mortos.
No domingo, dia 27, a Defesa Civil de Minas Gerais informou que os donativos arrecadados em quase 72 horas após o rompimento da barragem em Brumadinho já são suficientes e que não é mais necessário o envio de mais materiais.

Barragem rompida

A barragem da mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, localizada em Brumadinho, se rompeu na tarde de sexta-feira, 25, deixando mortos, feridos e centenas de desaparecidos.
A onda de rejeitos de minério de ferro atingiu a área administrativa da empresa e a comunidade da Vila Ferteco. O rompimento ocorreu na Barragem 1, que foi construída em 1976 e tinha volume de 12,7 milhões de m³. Segundo a Vale, a barragem tinha encerrado as atividades há cerca de três anos, pois o beneficiamento do minério na unidade é feito à seco.

Durante manhã de chuva, árvores e galhos caem no Recife

Na Avenida Rui Barbosa, duas pessoas ficaram presas em veículo atingido
Árvore cai na Avenida Rui Barbosa / Foto: Ezequiel Quirino / TV Jornal
Árvore cai na Avenida Rui Barbosa
Foto: Ezequiel Quirino / TV Jornal
JC Online

*Atualizada às 11h31
Devido às chuvas na manhã desta segunda-feira (28), algumas árvores e galhos caíram na cidade do Recife. Até o momento, cinco registros foram feitos. O primeiro deles na Rua da Amizade, no bairro das Graças, Zona Norte do Recife. Um galho de grande porte caiu e atingiu quatro carros. Ninguém ficou ferido.
O segundo, por sua vez, foi de uma árvore que caiu em cima de um carro na Avenida Rui Barbosa, também no bairro das Graças. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, que foi acionado para o loca, duas pessoas ficaram presas no veículos, mas sem ferimentos. A via foi liberada por volta das 11h27.
Duas ocorrências foram registradas em Areias, na Zona Oeste. Uma na Rua Otacílio Pessoa e outra na Rua Macedo Costa. Ambas danificaram residências próximas, mas sem vítimas. Na Zona Sul, um registro foi feito na Rua dos Navegantes.

Alagamentos

Na manhã desta segunda-feira (28), ruas e avenidas da Região Metropolitana do Recife (RMR) estão com pontos alagamentos em decorrência das chuvas que começaram na noite do domingo (27). Pedestres e motoristas sentem dificuldades no deslocamento. 
Confira os pontos de alagamento:
Largo do Cabanga
Avenida Conde da Boa Vista
Avenida Doutor José Rufino, próximo à Igreja do Barro
Avenida Antônio de Góes, no Pina
Avenida Boa Viagem, próximo ao Terceiro Jardim e do Parque Dona Lindu
Rua Paris, na Imbiribeira
Avenida Beberibe, perto da entrada de Cajueiro
Avenida Dom João VI, em Boa Viagem
Avenida Domingos Ferreira, em Boa Viagem, perto do cruzamento com a Rua Bruno Veloso
Avenida Cruz Cabugá, no bairro de Santo Amaro
Rua do Riachuelo, no centro do Recife
Avenida Presidente Kennedy, Olinda
Avenida Abdias de Carvalho, na altura da Faculdade Estácio, na Madalena
Avenida Recife, perto da entrada do Ibura

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Chuvas

De acordo com o último boletim da Apac, entre as 20h30 desse domingo até às 9h30 da manhã desta segunda (28), o bairro do Janga, em Paulista, na RMR, foi a localidade no estado onde mais choveu. O monitor pluviométrico Janga (Costa Azul) apontava 58,35 mm de chuva nas últimas 12 horas. Em seguida vem o bairro de Jardim Fragoso, em Olinda, com 45,66mm . Já o equipamento na Boa Vista, no Recife, indicava 42,80mm mm de precipitações. 

Bairros como Pina, Areias, Imbiribeira e San Martin, no Recife, e Cidade Tabajara, em Olinda, também registraram acumulados de mais de 30mm.

Alerta

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu um alerta de possibilidade de chuvas com intensidade moderada e pontualmente forte para esta segunda-feira(28). De acordo com o órgão, as chuvas podem atingir a Mata Norte do Estado, a Região Metropolitana do Recife (RMR) e a Mata Sul.
O alerta foi emitido às 21h deste domingo (27). De acordo com o Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), a temperatura no Grande Recife deve variar entre 23ºC a 32ºC. 
Ruas e avenidas da Região Metropolitana do Recife (RMR) estão com pontos alagamentos em decorrência das chuvas que começaram nesta madrugada. Pedestres e motoristas sentem dificuldades no deslocamento. 

Vídeo

Áreas de risco

A Defesa Civil do Recife orienta que, em caso de necessidade, moradores de locais de risco procurem locais seguros para se abrigar. O órgão mantém um plantão permanente de 24h, por meio do telefone 0800 081 3400. A ligação é gratuita.

GALERIA DE IMAGENS

Árvore caiu na Avenida Rui Barbosa, nas Graças
Legenda

sábado, 26 de janeiro de 2019

Polícia apreende 120 quilos de maconha em Peixinhos

Dois suspeitos foram detidos. Polícia segue à procura do possível líder do grupo

Com os suspeitos também foram encontrados um carro e uma pistola 380, com 50 munições / Foto: Reprodução/TV Jornal
Com os suspeitos também foram encontrados um carro e uma pistola 380, com 50 munições
Foto: Reprodução/TV Jornal
JC Online
Com informações da TV Jornal
Dois homens foram presos pela Polícia Militar (PM) na manhã deste sábado (26) e levados para a Central de Plantões da Capital (Ceplanc), no bairro de Campo Grande, Zona Norte do Recife. Com eles, foram apreendidos 120 quilos de maconha prensada, distribuídos em tabletes, e um carro modelo Nissan Frontier, além de uma pistola 380, com 50 munições.
De acordo com a PM, o primeiro suspeito, Leandro Silvestre Galdino, 32 anos, conhecido como "Leo", foi abordado nas imediações da Avenida Norte quando dirigia a caminhonete e portava uma quantidade menor de maconha.


Em seguida, os PMs conseguiram chegar até a casa do suspeito. Na casa alugada, onde a possível organização criminosa armazenava a droga no bairro de Peixinhos, em Olinda, no Grande Recife, foi preso o segundo envolvido, Guilherme Luiz da Silva Gonçalves, 18 anos, conhecido como "Guiné".

"O mesmo nos levou até o quarto e lá tinham essas drogas. Guilherme estava tomando conta das drogas e são três envolvidos. Pegamos dois e Mega vai ser o próximo", disse o polícial Oliveira, do Grupo de Apoio Tático Itinerante (Gati) do 11º Batalhão da PM.

Busca por possível líder

Agora, a polícia segue à procura do dono do veículo e possível líder da organização criminosa, conhecido como Mega.